Minha casa, Minha cara

Quando as paredes não aguentam o peso de prateleiras e cabideiros pendurados, a gente precisa encontrar outras formas de organizar o ambiente e fazer o espaço render

Micaela Góes

Por: Micaela Góes Fotos: Equipe Santa Ajuda

Eu passei por uma situação dessas no restaurante do André Mifano, cozinheiro excelente e um dos apresentadores do reality The Taste Brasil, do GNT. Aberto há menos de 2 anos, o Lilu ocupa uma casinha construída em 1931 no bairro de Pinheiros, um dos mais agitados de São Paulo. O endereço passou por uma reforma cuidadosa, que preservou o piso de madeira e as paredes de tijolos originais.

Não seria eu a colocar em risco essas paredes octogenárias, não é mesmo? Foi por isso que, ao me lançar na tarefa de arrumar o escritório do restaurante durante a atual temporada do Santa Ajuda, busquei móveis altos que aproveitassem ao máximo o espaço vertical disponível. Sempre que possível, ainda optei por peças vazadas – você tem ideia do porquê? Ah, foram dois os motivos!

Quando a gente trabalha com um mobiliário alto, ele tende a pesar no ambiente, principalmente se for largo também. Mas esse efeito diminui ou desaparece no caso dos móveis vazados. Não acredita em mim? Pois confira com os próprios olhos observando as estantes aramadas às costas da mesa do computador. Mesmo repletas de caixas e caixinhas que organizam estoques de vários itens do restaurante, elas parecem leves – bem mais leves que o freezer ao lado delas, adesivado para combinar com a decoração.

Vendo essa mesma foto, você já deve ter intuído a minha segunda razão para escolher estantes vazadas: elas deixam visíveis os lindos tijolos maciços das paredes!

Do outro lado da sala, eu segui o mesmo raciocínio, mas optando por móveis de madeira em que predomina o preto, cor que eu acho que tem tudo a ver com a personalidade do André. Em uma Estante Garbo, da MMM, distribuí caixas com papel toalha, aventais, panos de prato e papel higiênico, produtos que toda hora o pessoal do salão tem de repor, por isso precisam ficar acessíveis e perto da entrada do escritório.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os materiais que pedem mais atenção foram acomodados em móveis fechados: a papelada de trabalho em um armário trancado e o estoque de pratos, cumbucas, taças e copos, na Cristaleira Garbo. Além de suavizarem a presença do móvel, as portas envidraçadas funcionam como vitrine para o belo conteúdo.

Em geral, eu uso ganchos ou cabideiros de parede para organizar bolsas, casacos e guarda-chuvas. Porém, já que esse recurso não era viável aqui (só o quadrinho do Santa Ajuda, bem leve, foi pendurado), acrescentei um suporte de chão, o Anu, também da MMM – assim o André tem onde pendurar a mochila que sempre carrega. Mas já avisei pra ele e pra equipe que frequenta o escritório: nada de transformar o cabideiro em armário e amontoar um monte de coisas nele!

Gostou das soluções? Lembre-se de que elas não se destinam somente a cômodos com paredes frágeis, mas são igualmente bem-vindas na casa de quem morre de pena de usar a furadeira depois de ter gastado com a pintura.

Beijos,
Mica ♥

 

 

 

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