Em vez de alugar um barco para se sentir imerso no oceano, que tal passar alguns dias em uma plataforma flutuante e transparente?

Cristiane Teixeira

Por: Cristiane Teixeira Fotos: Sergio Belinchon

Uma casinha para flutuar no mar

Essa experiência turística já é possível no Club Náutico de Denia, município da Comunidade Valenciana, na Espanha. Lá está instalado o protótipo do Punta de Mar. Trata-se de um pavilhão de 74 m², desenvolvido para que se experimente o entorno com os cinco sentidos. E assim se relaxe, desfrutando de conforto e bem-estar.

Essa experiência turística já é possível no Club Náutico de Denia, município da Comunidade Valenciana, na Espanha. Lá está instalado o protótipo do Punta de Mar. Trata-se de um pavilhão de 74 m², desenvolvido para que se experimente o entorno com os cinco sentidos. E assim se relaxe, desfrutando de conforto e bem-estar.

É o que propagam os idealizadores da iniciativa, uma parceria entre o estúdio de arquitetura Mano de Santo e o KM Zero, centro de inovação do Grupo Martínez. De acordo com informação publicada no website da TV Denia, o projeto teria custado 250 mil Euros. E cada unidade deverá ser comercializada por 150 mil Euros a 200 mil Euros.

O desenho do pavilhão flutuante é minimalista e funcional, sem abdicar em nada da beleza. Com paredes envidraçadas, a plataforma retilínea tem um mirante e, embaixo, um camarote com banheiro e terraço. “O vidro usado para a cabine propicia uma experiência de 360 graus”, diz o arquiteto Francesc de Paula García. Sócio de Ana Gil e Francisco Miravete no Mano de Santo, García continua: “O habitante sente-se envolvido pelo ambiente”.

De vidro, mas protegido do calor

Foi-se o tempo em que construções envidraçadas eram quase sinônimo de estufa. Hoje, o material já oferece soluções para controle solar – como o sanduíche de vidro que forma as paredes externas do pavilhão. São três diferentes lâminas que, juntas, transmitem 61% da luz natural, mas apenas 32% do calor solar.

Ou seja, a luminosidade passa, mas a maior parte do calor é bloqueada. Sem contar que o sanduíche de vidro isola o barulho e é extremamente resistente. E como a coloração do material é neutra, não interfere na percepção do exterior. É a diluição da fronteira interior-exterior.

Na plataforma, até nas divisórias internas o vidro encontrou lugar, porém, nesse caso, na versão espelhada. Aplicado nos armários, na cabeceira da cama e no banheiro, ele dá a sensação de amplitude. E reflete a paisagem externa. “A importância do vidro, bem como de todos os materiais que selecionamos, foi essencial. Com eles buscamos essa conexão total com o entorno”, diz García, do Mano de Santo.

Da música às luzes, tudo é controlado por meio de um app

Chamada de biodinâmica, a iluminação do Punta de Mar reproduz dentro da cabine a luz natural do exterior. Isso significa que, conforme o dia avança, a intensidade e o tom das luzes internas se modificam.

Os hóspedes ainda têm a possibilidade de eles mesmos controlarem não só o nível de claridade, mas também as músicas, os cheiros e a temperatura desejados. Tudo isso por meio de um aplicativo.  

A tecnologia empregada no Punta de Mar também trabalha a favor do meio ambiente. Isso porque o módulo atua com baterias de lítio e não despeja no mar as águas usadas. Outro depósito oferece água limpa. Dessa forma, o pavilhão funciona de modo autônomo por tempo limitado. E pode ser rebocado por água ou transportado por caminhão, o que permite desfrutar de diferentes paisagens. Eita, vida boa…

Da arquitetura para a decoração

Quem não tem (ainda…) um Punta de Mar pra chamar de seu pode e deve curtir o verão de outras formas. E um bom jeito é relaxando no jardim, fazendo um churrasquinho ou espreguiçando-se sob o sol.

Poltrona Sossego, da MMM

Kit para caipirinha Domus, da Oppa

Mesa Bistrô Amada e Banqueta Amada, todas dobráveis, da Oppa

Espreguiçadeira Recanto, da MMM

Espreguiçadeira Essência, da MMM

Almofada Waterblock (impermeável), da MMM

Mesa de jantar Guaporé, da Oppa

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