Minha casa, Minha cara

Branca e contemporânea, arquitetura do Museu do Amanhã inspira seleção de móveis

Cristiane Teixeira

Por: Cristiane Teixeira

Há duas semanas, quando fui ao Rio de Janeiro para entrevistar uma arquiteta, aproveitei para conhecer o Museu do Amanhã, inaugurado no final de 2015 na zona portuária da capital fluminense, que passa por reurbanização desde o início da década.

Coincidentemente, naquele mesmo dia, o projeto assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava vencia em Cannes, na França, mais uma premiação internacional, dessa vez a de “Construção Verde mais Inovadora”, do MIPIM, promovido pelo segmento de mercado imobiliário desde 1991. Com 15 mil m² de área construída, feito de concreto e vidro, todo branco, o museu conta com uma cobertura metálica de 340 m de comprimento que se estende imponente até a beira da Baía da Guanabara.

Essa cobertura, integrada por aletas móveis voltadas para o leste e o oeste, responde por parte das razões que levaram o projeto a conquistar seu prêmio mais recente. Conforme as aletas se movimentam, elas permitem maior incidência de luz natural dentro do edifício, o que reduz o consumo de eletricidade. Por outro lado, como são dotadas de placas fotovoltaicas, também se posicionam de forma a receber o máximo de sol e, assim, produzir grandes quantidades energia elétrica.

A gelada água do mar é outro recurso natural utilizado com inteligência. Ela abastece os belos espelhos-d’água que ladeiam a construção e também promove o resfriamento dos ambientes internos, num sistema de troca de calor. Depois, volta filtrada à baía. Foi executado, ainda, um método de captação e tratamento da água da chuva, destinada a pias, chuveiros e regas. Até a água resultante da desumidificação do ar é aproveitada.

Em sintonia, desenho arquitetônico e tecnologia fazem do Museu do Amanhã um prédio sustentável, merecedor do selo Ouro na certificação internacional LEED, Leadership in Energy and Environmental Design, principal certificação de construções sustentáveis utilizada no Brasil. Na prática, estima-se que o edifício economize anualmente 9,6 milhões de litros de água e 2.400 megawatts/hora de energia elétrica, o suficiente para abastecer cerca de 1.200 casas.

Da arquitetura para a decoração

Propor um paralelo entre a arquitetura única do Museu do Amanhã e o design de itens para a casa não é tão simples. Mas, pensando nas características desse projeto e em seu foco na sustentabilidade, alguns pontos vêm à minha mente. Antes de mais nada, lembrei que um dos pilares da Meu Móvel de Madeira, desde o seu nascimento, em 2006, é o uso exclusivo de madeiras de reflorestamento.

Depois, ao pensar no imenso catálogo da empresa, me dediquei ao óbvio, ou seja, a selecionar somente produtos na versão branca. Como Santiago Calatrava tem um traço arrojado, extremamente contemporâneo, foquei meu olhar em peças que seguem conceito parecido, como a Escrivaninha Duna

Escrivaninha 120 Duna Branco Giz

 

a Mesa de Jantar Lótus

e o Biombo Elástico

O museu é dotado de espelhos-d’água, então eu quis trazer algo semelhante para este post. Daí a Penteadeira de Parede Camarim Minimal

Depois, me dei conta de que uma cobertura que se move para obter o melhor proveito das condições disponíveis tem tudo a ver com móveis multiúso. E, nesse quesito, chama a atenção a versatilidade da Cama Bali cheia de compartimentos e extensões.

Bom, espero que você tenha curtido este post, encontrado inspiração para a sua casa e aumentado o seu repertório sobre arquitetura.

Até a próxima semana!

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