Hoje, dia 30/1, é comemorado o Dia da Saudade. E tem sentimento mais único do que esse? Tão único e significativo que até ganhou nome próprio na nossa língua. E por mais que muita gente associe a saudade com tristeza e nostalgia, ela está bem longe de ser algo ruim – muito pelo contrário. A saudade é um sentimento gostoso, que nos mostra o quanto determinada coisa foi boa e importante na nossa vida – por isso agora sentimos tanta falta.

E dá pra sentir saudade de basicamente tudo o que nos rodeia: um lugar, uma pessoa especial, um cheiro, um sabor… E até mesmo um móvel. Sabe? O primeiro móvel de madeira que você comprou com o seu próprio dinheirinho e que agora não está mais com você. Ou a cadeirinha que você tinha no seu quarto, quando criança. Um baú de madeira onde você guardava seus brinquedos. Ou a antiga penteadeira que te acompanhava nos deliciosos momentos de pré festa.

Afinal de contas, nossos móveis não só embelezam nossa casa, como também marcam uma época da nossa vida e participam de momentos importantes dela.

É por isso que, embalados nesta atmosfera saudosista, convidamos você a contar sua própria história. Sim! Neste Dia da Saudade queremos saber de qual móvel você sente falta e porque ele marcou a sua vida. Para isso, basta acessar os comentários desse post e contar sua história com bastante carinho. =]

As três histórias mais emocionantes, irão para uma enquete onde vocês escolherão a vencedora. E sabe qual será o prêmio? Um móvel da Linha Redesign Cimo à escolha do ganhador. Presente melhor do que esse, impossível!

Afinal, nenhum prêmio seria mais saudosista do que nossos incríveis móveis inspirados em produtos da antiga Fábrica de Móveis Cimo. Eles são especiais, com um design todo diferenciado, e com certeza construirão muitos momentos inesquecíveis na sua casa. Dignos de saudades futuras.

Bora participar e colocar toda esta saudade pra fora? Então leia o regulamento abaixo com bastante atenção e boa sorte!

REGULAMENTO

  • O produto não poderá ser trocado por dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício na Meu Móvel de Madeira. Apesar da gente saber que você não vai querer trocar um móvel da Redesign Cimo por nada!
  • Você poderá escrever sua história cheia de saudosismo nos comentários a partir de hoje. O prazo para compartilhar nos comentários vai só até às 23h do dia 5/2, domingo. Fique atento!
  • Não esqueça de preencher todos os campos com seus dados no formulário do comentário, para que possamos entrar em contato com você sem dificuldades.
  • Cada pessoa só pode comentar UMA única vez. Se seu comentário não apareceu ainda, é porque ele está aguardando a aprovação – não precisa se preocupar que logo, logo ele já aparece.
  • No dia 6/2, segunda-feira, publicaremos uma enquete com as três melhores histórias para serem votadas pelo público. A votação ficará aberta até o domingo, dia 12/2, às 18h.
  • No dia 13/2, segunda-feira, iremos divulgar o ganhador que levará pra casa este presentão da MMM – fique ligado, pois esse vencedor pode ser você!

Não deixe de participar!

Boa sorte! =)

74 Comentários

  1. É até coincidência. Ontem à noite enquanto embalava o José nos braços para dormir, lembrava-me de um tempo perdido nas lembranças. Questionava-me se o meu filho terá uma infância doce, e quando se sentar no em futuro longínquo terá a essência de uma saudade brotando nos seus olhos na forma de lagrimas. Voltei- me ao tempo, tive a gostosa sensação da pele enrugada da mão da minha vó em um momento de carinho. Do cheiro de terra molhada.
    Lembro-me de sentir minúscula diante da imensa arvore de madeira que tinha na rua onde brincávamos, sem ter pressa, sem nos preocupar com carros, ou com os pés sujos de terra, de uma felicidade impregnada. Logo mais, quando o sono chegava, a minha vó me sentava à beira da cama, trazia a sua bacia de louça, já trincada pelo tempo que tudo gasta, e me lavava os pés, trançava o meu imenso cabelo, beija-me à testa e em sua cama de madeira antiga, com aqueles mosquiteiros de conto de fadas eu adormecia depois de orar, agradecer por mais um dia e fechava os olhos com o seu beijo.

  2. Tenho saudade de um móvel muito antigo que minha mão tinha; um guarda-louça como era chamado na época, ele tinha duas partes sendo em baixo com duas portas e duas gavetas e em cima uma bancada que sustentava por dois pés tortos outra parte com portas de vidro, era de madeira pintado de verde água e nas portas tinta flores brancas. Dá-me muita saudade porque traz lembranças da minha infância, lembro que minha mãe guardava os alimentos na parte de baixo aonde tinha chave e que logo que ela se distraia eu roubava a chave dela pra pegar do guarda-louça as bolachas caseira que ela fazia, era uma farra, uma molecagem que me dá muita saudade. Não lembro o que ela fez com o armário mas ele esta sempre presente na minha memória.

  3. Mesa grande …
    Quando eu era pequenininha, eu sofria para subir em cima da cadeira e então me apoiar a mesa. É uma mesa com 8 cadeiras, grande, clara, em volta tinha uma cor mais escura, eu achava ela lindona.
    Eu gostava de sentar ali, pois ali era o meu local de fazer as tarefas da escola, nessa mesa, foi onde meus pais me ensinavam as coisas da vida, onde meus pais e irmãos me ajudavam na tarefa e também onde ríamos e onde eu levava as broncas. Eu também usava a mesa para brincar, ela era tão grande na época, que eu ficava la embaixo, por horas. Hoje crescida, essa mesa ainda existe, reunimos para o almoço com a família, jogamos e rimos bastante. Essa mesa faz parte da minha vida. E pra mim ela continua lindona.

  4. Minha mãe morava na cidade de Macaé, estado do Rio de Janeiro e eu em Niterói no mesmo estado. Quase sempre íamos visitá-la. Minha faleceu em 2006, mas poucos dias antes do seu falecimento ela me deu uma cadeira de madeira muita antiga, que não tive coragem de levar na época, pois sempre quando chegavámos para mais um fim de semana juntas, lá estava ela sentada na cadeira e lendo a bíblia. Dias depois ela veio a falecer. Hoje a cadeira faz parte da minha sala e sempre que olho para ela, me vem a mente muitas recordações boas.

  5. Felicitas Piñeiro em

    Quando vim da Argentina para o Brasil há oito anos tinha dois desafios: mobiliar o meu primeiro apartamento e fazê-lo com pouco, muito pouco dinheiro. Andei a Rua Teodoro Sampaio de cima para baixo e de baixo para cima em busca de bons preços. Muitas coisas eram caras demais para mim naquele momento e sempre pedia por mais descontos nas lojas. Um vendedor ofereceu móveis que estavam para serem descartados por serem velhos e de “troca de coleção”. Claro que eu aceitei ver e fomos no porão da loja, ai me apaixonei por uma mesa de centro em madeira de demolição. Paguei por ela um valor muito pequeno para a época. Essa mesa está comigo desde então. Casei, mudei de casa e ela veio comigo, agora não mais na sala, mas num quarto de estar. Mas, daqui 7 semanas vamos receber o nosso pequeno primeiro filho e o quarto de estar, aos poucos, está virando quarto de bebe. Neste próximo sábado vamos levar a mesa de centro para a casa de praia dos meus sogros. Foi uma sorte que eles queiram trocar uma mesa deles pela nossa. Desta forma eu vou ainda poder desfrutar dela de tanto em tanto. Mas devo admitir que já correram lágrimas quando soube que teria que tirar ela de casa. Ela representa muito para mim: minha vinda para o Brasil, o ganho de maturidade de montar minha primeira casa sozinha, ter que fazer contas e mais contas buscando o melhor que pudesse conseguir com o meu curto dinheiro… gosto dela e fez parte de momentos muito lindos. Eu já avisei o meu marido que assim que tivermos uma chance de trazê-la de novo para casa… ela volta! Se penso nisso, por um lado sei que se trata somente de uma mesa. Mas, ai penso de novo, e sinto no coração quanto ela significa para mim.

  6. O móvel que eu mais tenho saudades é de uma mesinha de uma madeira bem comum que minha mãe comprou quando eu tinha uns 3 anos de idade. A mesa tinha 2 cadeirinhas, uma para mim e outra para o meu irmão. Minha mãe pintou um Pato Donald e uma Margarida na mesa, representando nós dois. A mesa ficava no quarto de brinquedos e era onde nós dois fazíamos nossas tarefas da escola e coloríamos desenhos. Quando um de nós ficava doente, minha mãe pegava a mesinha e colocava na sala, onde comíamos bolachinhas com chá e as outras refeições! Como eu gostava quando ela colocava a mesinha da sala, parecia remédio e logo o doente já estava melhor. Acho que era um instinto de decoração que eu já tinha dentro de mim desde pequenininha! Nós crescemos e a mesinha foi para uma prima mais nova, que também cresceu e hoje não tenho ideia de onde ela está, se é que ainda existe. A única certeza que eu tenho é que quando eu tiver filhos, eles com certeza vão ter uma mesinha toda especial, pintada e envernizada por mim mesma e que eles vão decidir a cada dia onde a mesinha vai decorar!

  7. Bom,eu tive uma cadeirinha de balanço cor de rosa,onde eu sentava para dar mamadeirinha para minhas bonecas quando eu tinha uns 5 anos de idade…tenho até uma foto! Ela ficou por muitos anos na casa de meu pai e até tinha caído o braço… Gostaria muito de tê-la hoje para dar a minha filha…

  8. Elizabeth Alves Machado da Silva em

    A saudade é um sentimento um tanto quanto especial. Ela vem nos momentos mais inesperados e, assim como na publicidade, quando usamos um termo: “palavra puxa palavra”, esse lindo sentimento nos brota assim, a saudade puxando saudade. Assim me lembro saudosamente da caminha em que eu dormia na casa da vovó. Tudo na casa da vovó tinha um cheiro e um sabor singular, mas a cama, em especial (criada pelo meu querido tio José) é que me traz doces recordações todas as manhãs quando sinto cheiro do café docinho (igual ao da vovó), ao sorvê-lo. Bem menor que uma cama normal, mas um pouco maior que a cama dos Sete Anões, embalava, confortavelmente, meu soninho feliz. E eu ainda podia transformá-la em minha casinha de brincar.

    Minha maior surpresa foi ganhá-la de presente da minha vó. Eu a levei para minha casa e vivi deliciosas aventuras com a minha pequena cama que hoje a carrego em minha imaginação e em meu coração!

    Saudades de você, minha pequenina cama!!!

  9. Estava eu aqui lembrando…na minha década de 80 se usava muito aquelas fórmicas coloridas, e bateu aquela saudade dos móveis azuis da minha mãe. Tem até uma foto minha, criança sentada em cima da mesa, aquela mesa azul…lembro que era bem geladinho, a fórmica era azul e as bases eram de ferro que era a parte geladinha rsrsrs, era bem lisinha…queria eu hoje em dia poder fazer minha cozinha toda amarelinha (minha cor preferida), assim como fez minha mãe, com sua mesa, cadeiras, fogão e geladeira azul (a cor preferida dela).

  10. O móvel que mais sinto saudades é do berço de minha filha. Aquele cheirinho que fica marcado em meu olfato, as lembranças de trocas de fraldas, o primeiro sonho com aquele sorriso inocente que só os bebês tem quando estão dormindo. Me lembro das noites que passei em claro quando ela não dormia e que eu ficava ali a lado daquele berço morrendo de sono, mas sem reclamar um instante; pois ali estava o meu tesouro, a minha jóia, a minha linda Beatriz que hoje tem 17 anos de idade. Hoje a vejo em sua cama Box – já é uma adolecente – mas nem parece; ainda a vejo como a minha bebezinha linda deitada naquele berço cheio de coisinhas que a vovó coruja dava pra ela. Agora escrevendo esta mensagem, chego a suspirar; pois a saudade é tanta, mas da alegria de ter sido tão abençoada por Deus por ter me feito tão feliz sendo mãe da criatura mais linda e delicada do mundo. POis é, “O Berço De Beatriz” é neste momento o móvel da saudade que me traz tantas recordações boas. E por incrível que pareça, minha única irmã me ligou ontem – 26/02 – feliz da vida e em prantos de felicidade dizendo que está grávida e que o bebê poderá nascer no mês em que minha filha nasceu. Aí lembrei: puxa vida, o berço da Bia já não está mais conosco. Mas agora ela fará também sua própria história e terá também suas próprias saudades, mas boas saudades com eu tenho. Muito obrigada por esta oportunidade de demonstrar este sentimento tão gostoso.

  11. Valéria Ávila de Carvalho em

    Quando era pequena, podia ficar horas e horas vendo minha mãe costurar. Adorava fuçar a gaveta de linhas agulhas e apetrechos de costura e quando cansava ia lá brincar com o saco de retalhos guardado no armário e achava um pedacinho aqui e outro ali que de um jeito meio torto virava uma espécie de roupinha pra boneca.

    Ai eu cresci um pouquinho e já conseguia pilotar a tal máquina. Eu disse pilotar? Nem tanto…(rs) a costura era bem tortinha viu, mas ainda assim me atrevi a transformar uma calça jeans em bolsa (que todo mundo gostou) e fiz necessaires com os tais retalhos lá ainda guardados. Não ficava um primor de acabamento, mas aconteciam.

    Mamãe se foi, virou uma linda estrelinha brilhante no céu, e eu fui me esquecendo da velha máquina de costura ali encostada na área de serviço. Nem sei com quem ficou a tal máquina, não me lembro agora, mas fiz questão de guardar as tais recordações que suspiro só de pensar nelas.

    Passou o tempo e eu cresci mais um bocado. Criei asas, sai voando e fui fazer um ninho só meu. Não tão meu assim, é alugado confesso, mas sou eu quem o está recheando da minha nova vida.

    Nem sabia se eu ainda podia encarar uma máquina de costura, mas virava e mexia tinha que costurar um pontinho que descosturou, apertar uma coisinha ali, remendar outra aqui e eu me recusava a ir na costureira só por causa de um pontinho. Fui resgatando as lembranças da máquina de costura e junto com ela pesquisando o que tinha por ai. Queria uma simplezinha que quebrasse esses galhos, e achei!

    No Natal me dei uma maquina daquelas mini de presente!!!

    Apanhei um pouquinho nos primeiros pontos, mas nada que um tutorial no youtube e uma luz do namorado não resolvessem…(rs)

    Desfarçadamente sorri feliz ao ouvir o barulho de uma máquina de costura de novo e voltei a infância brincando com as linhas e retalhos, não aqueles guardados no ármário, devem ter ido embora junto com a maquina velha, mas os novos retalhos que ainda vão contar histórias…

    Não sei se da pra contar como “móvel” mas é uma grande saudade que tenho…

  12. Maíra Rocha Mattos em

    Meus avós moravam em uma casa na praia.
    Este foi, durante anos, o destino de todas as minhas férias e muitos fins de semana na infância.
    Minha lembrança desses tempos é uma mistura de sensações: a vista cinematográfica da janela da sala que se abria sobre o mar, o cheiro de bolinho de chuva, o latido dos cachorros que anunciava a chegada de mais algum ente querido e o balanço doce e suave da cadeira de madeira e palinha onde tantas vezes cochilei no colo quentinho da vó.
    Lembro da textura suave da madeira clara, do barulho do ranger das molas e do assento em palha que deixava desenhos hexagonais carimbados nas nossas pernas depois de uma soneca longa.
    Sempre que vejo uma cadeira de balanço parecida, me aperta o coração e chego a embargar de saudade daqueles dias maravilhosos.

  13. Emilene Zanotti Florencio em

    Quando eu era pequena, meu pai trabalhava com móveis coloniais, me lembro de ir na fabrica dele e ficar observando aqueles maquinarios imensos, as pessoas compenetradas trabalhando e que algumas vezes deixavam a concentrção de lado para sorrir ou brincar comigo …a maquina de serra e a máquina de flocos, bem como o cheiro de cola misturado com o couro, e eu tão pequena diante daquele mundo paralelo… me encantava…adorava os mostruários de tecidos e sua diversidade …mas pensava que aquilo tudo não era pra criança, só gente grande podia ter aquelas cadeiras trabalhadas de veludo e envernizadas com capricho…mas um dia meu pai apareceu em casa com uma cadeira de madeira feita pra mim e pro meu mundinho…nunca fui uma menina que gostava de cor de rosa ou era tratada como princesa no meu mundo faz de conta, mas meu pai teve sensibilidade pra perceber que eu queria muito um movel daqueles e fez pra mim …era uma cadeira pintada em vermelho bordô bem escuro, com assenento de material sintetico contrastando com a cor principal da madeira e taxinhas em toda volta do seu assento..mas o principal e que fazia toda a diferença, era que no encosto havia um coração vazado que demonstrava todo o afeto que ele tinha por mim e o cuidado com a sua pequena , levava a cadeira pra todo canto, me lembro de empurrar pra baixo e pra cima no quintal…acho que ela deveria ter rodinhas…comia sentada nela, dava papinha pras bonecas, lavava com a mangueira em dias de calor, levava pra casa da vó nos finais de semana, me acompanhou mais do que qualquer boneca, pena não ter guardado a tal cadeira, hj artesã que sou, certamente daria uma repaginada e a colocaria no meu ateliê.

  14. Que saudades da infância na casa da minha vó!!!
    Confesso que quando eu li o post sobre saudade, tive que forçar a mente para me lembrar de algo tao memorável.
    Eis que me surgiu um momento nostálgico de quando eu era pequena íamos sempre visitar minha vó na Praia Grande, e não lembrei apenas de 1 móvel saudosista e sim de todos.. me bateu aquela saudade gostosa de tudo o que eu vivi por lá.
    Vou mencionar 2 móveis que deixaram saudades. Um deles era uma penteadeira alta, que abria e virava uma caminha, no caso, a minha cama. O momento mais esperado do dia era quando eu via aquela penteadeira se abrir!! Eu achava aquilo muito legal. Uma penteadeira falsa, que abria pela lateral e tinha um estrado de mola dentro. Eu observava e não entendia como aquilo tinha sido pensando e executado. Era mágico!!!
    O outro móvel de madeira era um banquinho, pintado de tinta bege (ele tinha uma pintinha vermelha que eu fiz brincando de tinta, rs). Me lembro que esse era o banquinho que eu usava para ver/ajudar/ tentar não fazer muita bagunça quando minha vó estava cozinhando.
    Eu colocava o banquinho no cantinho da cozinha, e via ela fazendo todas as delicias que ela sabia fazer.
    Lembro também que sempre colocávamos o banquinho la fora, na área, em frente a mesa de metal, para eu pintar e brincar!!
    Que saudades desse tempo que não volta mais!!

  15. Sinto saudade da cortina do meu quarto de solteira… Desde pequena peguei o costume de esfregar o tecido do berço que fazia um barulhinho e me fazia dormir (palavras da minha mãe claro). Dali passou a ser um pedaço de tecido que ficava embaixo do travesseiro para dormir. Com o passar do tempo, o mesmo tecido foi para a cortina do meu quarto de adolescente, onde transformei o dormir em terapia… Sempre que estava nervosa, encostava na cortina e ficava esfregando ela, ouvindo o barulhinho e pensando na vida… Minha mãe, sempre que entrava no meu quarto e me via ali já se preocupava… Ouvia musica naquele cantinho, relaxava, dormia.. Minha cama sempre ficava pertinho, para conseguir deitar e esfregar ele. Crescemos, amadurecemos, mudamos toda nossa vida, mas a cortina faz uma falta! rs

  16. elaine alves de lima em

    TENHO SAUDADE DE UM BAÚ QUE MINHA MÃE TINHA QUANDO EU ERA CRIANÇA.ME LEMBRO QUE ELA GUARDAVA AS NOSSAS ROUPAS DENTRO DELE PORQUE NÃO TÍNHAMOS GUARDA-ROUPA.PARA MIM E MEUS IRMÃOS ERA PURA FESTA. ENTRÁVAMOS DENTRO DELE PARA NOS ESCONDER QUANDO FAZIA BAGUNÇA OU MESMO BRINCANDO DE ESCONDE-ESCONDE. COM O PASSAR DOS ANOS MINHA MÃE SE DESFEZ DELE PRA PAGAR DÍVIDAS E ATÉ HOJE LEMBRO DESSE BAÚ. INCLUSIVE JÁ PROCUREI AQUI NO MEU MÓVEL DE MADEIRA PRA COMPRAR, MAS AINDA NÃO ACHEI NENHUM PARECIDO.

  17. roseane de azevedo peixoto em

    O MVEL QUE TENHO SAUDADES ERA UMA QUISTALEIRA QUE ERA TODA DESENHADA,DE FLORES AS PORTAS ERAM DE VIDROS E DENTRO ERA ESPELHADA E AÍ MINHA MÃE GUARDAVA OS CRISTAIS,E AGENTE FICAVA ADIMIRANDO,PORQUE NÃO PODIAMOS PEGAR,E AÍ TINHA UNS COPOS DIFERENTES,VERDES,OUTRO DE FORMATO DIFERENTE TAMBÉM,POXA ERA BOM DEMAIS,OU SEJA OS MÓVEIS ANTIGOS ERAM LINDOS,TENHO SAUDADES.

  18. Na hora da separação das coisas da nossa casa, com minha alma decepada, só havia uma coisa capaz de me amparar ; sentar-me naquela cadeira que por anos me acolheu, às noites; ali eu cruzava minhas pernas e o meu cachorrinho se acomodava em conchinha no meio delas. A madeira lisa concentrava estórias e me trazia de volta , como verdade tudo o que eu havia vivido.

  19. maria tereza pagliaro em

    tenho saudades da cadeirinha de balanço que meu pai fez especialmente pra mim. acho que foi um dos últimos e mais significativos presentes que ganhei dele. era naquela cadeirinha, com a palha natural forrando seu assento e encosto que eu me sentava, ao lado dele, para “viver” as emocionantes histórias de monteiro lobato. pouco tempo depois, quando eu ainda saboreava, cheia de orgulho, minha “cadeira de gente grande” meu pai teve um derrame. nunca mais falou ou andou. e eu nunca mais me sentei nela que, acanhada, ainda descansa num canto de casa, à espera.

  20. Quando voltei para a casa da vovó, lá estavam elas, as cadeiras de balanço verdes. No mesmo instante venho a lembrança de como elas são, sem sombra de dúvidas, a marca dessa casa. Quantas vezes foi objeto de descanso, motivo de reunião na varanda sob a sombra das plantas com uma boa xícara de café. Paginando fotos antigas de aniversários, lá estavam elas, donas de um verde-jade. E é isso que elas são as pedras preciosas de nossa família, pois elas lembram os nossos velhinhos – a vovó e o vovô. Parece interior, mas tem coisa mais aconchegante do que o ambiente de família do interior? É fato que elas andaram por um tempo esquecidas, mas vê-las revitalizadas na volta ao lar foi gratificante, pois quantas vezes fiquei a contar as estrelas no céu me balançando nelas. Quanto saudosismo me trouxeram essas cadeiras, donas de um verde esperança. Esperança que eu tinha de voltar ao lar e sentar nelas novamente. É de fato aconchegante.

  21. Não resisti a vontade de escrever sobre o móvel que tenho saudades… era um sofá lindo, gigante, de madeira escura e muitas almofadas. A minha família inteirinha cabia lá: meu pai, minha mãe, eu e minhas 2 irmãs!!! Um sofá cheio de estória, de riscos, arranhões das muitas artes que eu e minhas irmãs fazíamos. Deitávamos, pulávamos e nos empurrávamos muito naquele sofá. A gente aprontava muito lá!.. Ótimos tempos! Me deu saudades dele… (do sofá)… Será que ele sentiu (ou sente…) saudades da minha família também? rs

  22. Logo quando minha mãe casou tudo era muito díficil e junto com meu pai estavam arrumando a casa, ela ganhou da minha vó uma mesa de imbuia que puxando nas extremidades ela abria e dentro tinha aquele parte para deixa-la mais comprida. Sempre quando minha mãe pedia para que a gente abrisse já sabíamos que teria visitas em casa, o que sempre foi motivo de grande alegria, hoje ela voltou para minha vó e acho que não está mais cuidada como era aqui em casa, me lembro que fazíamos do pé dele 4 bairros diferentes para ter a casinha das nossas bonecas, rs… e também quando íamos limpar a cozinha cada um de nós (eu e minhas irmãs) dançava e quem perdesse ia ter que lavar a louça..hehehe…praticamente “ela” nos viu crescer…Aahh se aquela mesa falasse!!

  23. Na casa da minha vó, no interior de SP, tinha uma cristaleira, um móvel antiquíssimo de madeira escura e prateleiras de vidro. Ela ficava acessível a todos (eu era criança mas já alcançava o trinco que a fechava), mas abrir a cristaleira era quase um pecado capital! Minha vó guardava ali não só as taças e louças delicadas, mas também outros objetos “interessantes” para crianças, como monoclos por exemplo. Tudo o que é proibido é mais gostoso – imagino que minha vó ficava de cabelo em pé toda vez que chegávamos muito perto da cristaleira.
    A cristaleira ainda existe, na mesma casa onde agora mora minha tia, mas ela já não é mais proibida para mim, nem vejo nela objetos interessantes para pegar. Acho mesmo que minha saudade não é só da cristaleira, mas daquele tempo que minha vó ajudou a tornar especial.

  24. Regiane Gonçalves em

    Ai que saudades da “caminha” do sítio do meu vô Zeca……….era uma dessas camas de crianças, com colchão do mesmo tamanho de um berço, ficava na varanda encostada na parede em baixo da janela do quarto dele e usamos como sofá.Depois de um longo dia de trabalho ele tomava um banho e ia sentar na “caminha” para ver a noite chegar, eu sempre corria sempre para chegar antes dele.Era nosso momento……não sei como ele não ficou careca de tanto que deixava eu pentear seus cabelos para trás com um pente super fino(daqueles marronzinhos que muitos homens carregavam no bolso) e tambem me sentia ” a esteticista” cuidando dos cravos do seu rosto…., mas na férias a concorrência de netos era grande e não cabiamos todos de uma vez só…………então …..sessão extra…. à tarde com a vó Isa ……………que saudades…

  25. gláucia kretzer fernandes em

    Sabe do que tenho saudade? Do baú da minha vó Maria, ela mora conosco e cuidava de mim e dos meus irmão, lá dentro era sempre um mistério pois não podíamos mexer, por que havia documentos,fotos e lembranças de família, e uma tesoura grande e maravilhosa, pois minha AVÓ era uma ótima costureira, eu sempre fui muito arteira e queria por que queria aquela tesoura, para costurar as roupas de minhas bonecas.Quanto minha vó faleceu, fomos abrir baú, e sabe quem ficou com a tesoura.. Tenho ela até hoje, e usa para minhas costuras, pós faço patchwork.Tenho muita saudade daquele báu e todo seus encantos e mais ainda da minha querida vó Maria.

  26. Tenho muitas saudades da cristaleira que a minha avó Vitória tinha… era simples, delicada, com uns traços bonitos e minha avó ainda tinha coisas que ela havia ganhado em seu casamento… copos, pratos, xícaras lindíssimas… jarros de suco com copos do mesmo padrão… Inesquecível! Só de falar já sinto o cheirinho do móvel e da casa da minha avó que já faleceu. Muitas saudades!!

  27. Helen Ferreira Mouço Morais em

    Se o meu criado mudo falasse contaria que era…
    Um caixote de madeira improvisado, assim como eram as moradias daquela jovem que o carregava pra baixo e pra cima.
    Um companheiro, que guardava os poucos pertences que ela tinha como livros, revistas, caixinhas e bijouterias, mas, também , muita sede conhecimento e sabedoria.
    Um abrigo de uma cestinha de vime com cartas e lembrancinhas que recebia da família das amigas.
    Azul como os sonhos daquela jovem de se tornar uma jornalista.
    Dele tenho saudades, de um sem nome, apenas blue.

  28. Sinto muitas saudades de um armarinho antigo que tinha na casa da minha avó. Um dia a vi em seu quarto retirando tudo de dentro dele para doá-lo, disse para mim que só estava acumulando coisas velhas que não tinham mais utilidade. “Sem o armário, não haveria mais espaço para acumular coisas inúteis.” Eu notei que ela estava triste, ela gostava muito daquele armário, mas lá dentro só tinha coisas que a entristecia e incomodava. Chamei minhas primas e resolvemos convencê-la a ficar com o armário e guardar nele apenas coisas boas! Mas que coisas boas? Pensamos e resolvemos guardar poemas, frases que gostávamos, mas não em papéis, e sim no próprio armário. Passaram alguns anos, o armário já estava repleto de poemas. Certa manhã minha vó passou mal, o vizinho chamou uma ambulância. A equipe de paramédicos chegou, e antes de saírem de casa, pediu que a levassem até o quarto pois havia esquecido um “remedinho”. Chegando lá, pegou uma caneta vermelha e no centro do armário escreveu:” Queridas netas, acreditem no amor, cultivem o amor e o expressem, seja no momento que for. Ele é o remedinho da alma! Sejam felizes, vovó. Ao chegar na ambulância, a enfermeira perguntou ! Pegou o remedinho? e ela respondeu…” É…um remedinho para a alma!”E aquele foi o último recadinho dela.
    Que saudade daquelas expressões de amor… Saudade da vovó, saudade daquele armário!

  29. Ana Luiza Ferreira em

    Ahh…eu tenho saudade da infância.
    Dos sonhos e dos anseios daquela época. Eles eram grandes para aquela pessoinha tão pequenininha que enrugava a testa e pensava sem parar.
    Eles eram do tamanho da minha grande cama de madeira, rosa. Eu passava horas e horas ali deitada, olhando fixamente a cabeceira em formato de arco Iris. Não sei exatamente o porquê, mas esse arco Iris me fazia passear por todos os contos de fada, me inspirava a usar todas as cores da caixa de Lapís de cor. Ele alimentava a minha imaginação.
    E foi naquela linda cama de madeira, rosa; que eu guardei os meus ursos de pelúcia, admirei todos os dias os meus papeis de cartas e organizei a minha coleção de lápis.
    E foi naquela linda cama de madeira rosa que dormi, sonhei, acordei e cresci …por toda a minha infância.

  30. De todos os móveis que passaram pela minha vida, certamente o que mais me faz falta é o que perdi semana passada: o berço da minha filha. Sua ausência me mostrou que o tempo passou mais rápido do que eu gostaria. Agora só me resta mesmo me apegar à cama de solteiro!

  31. Desde que me entendo por gente exercito a arte de conviver e hoje sinto muita saudade. Nas festas de família ou nas longas reuniões com amigos, estava lá toda a gente.

    A família morava espelhada pela cidade e, a maioria em apartamento. Como morávamos em casa – pelo menos uma festa anual acontecia por lá, onde acendiámos a fogueira para comemorar São João.

    Algumas das festas requeriam uma organização prévia – logo – uma feijoada na casa da Tia Elza ou um lauto almoço na casa da Tia Gisella eram marcados, providencialmente, com um ou dois meses de antecedência. No pequeno apartamento de Ipanema ou no outro enorme da Rua do Bispo, desfrutávamos aquela jornada entre sorrisos, piadas, lembranças, violão e muita gente espalhada pelos quartos, cozinha, área de serviço e hall do elevador.

    Nos idos dos anos 70 ainda não existiam as vans, minha avó – vanguardista – locava um transporte para levar a criançada da Zona Oeste à Zona Sul. Medina era o nome do amigo dono da lotação, que carinhosamente foi batizada por “Kombi do Medina”. E lá íamos nós empilhados e barulhentos – experienciando o conviver. Se à época não gostávamos muito, hoje, aquelas viagens nos rendem histórias, lembranças queridas da infância e uma saudade de doer.

    O tempo passou e a vinda para São Paulo me afastou um pouco desta “farra” familiar e festiva. Felizmente outras pessoas chegam (ou voltam) em nossas vidas e novas convivências vão sendo experimentadas ou reinventadas.

    Aquele sabor dos dias em torno ao fogão, envolvidos com o preparo dos quitutes e regados a bons papos continua presente, e é o que me dá a feliz certeza de que o Prato Principal será sempre a delícia de degustar TODA A GENTEe lembrar dos tempos de infância com muita saudade.

  32. SONIA ALCANTARA LORDELO VIEIRA em

    Uma cama de verdade.
    Quando tinha 4 anos, com o nascimento da minha irmã, saí do berço e passei a dormir em um colchão aos pés da cama de meus pais. Um dia, sofrendo com o desconforto do frio inverno de SP, pedi uma cama para meus pais que, assim que puderam, me compraram uma cama “de armar”, ou cama de campanha como se chamavam as camas com estruturas de ferro que abriam e fechavam. Quando olhei para aquela armação de ferro, fui logo dizendo: “Não é uma cama de verdade”. Sem espaço e sem condições financeiras, foi com ela mesma que fiquei.
    Mais tarde, lá pelos 9 anos, fui “promovida” e passei a dormir no sofá da sala.
    Quando estava com 13 anos, meu pai veio morar na Bahia e aqui, com melhores condições, eu e minha irmã pudemos ter um quarto para compartilhar só para nós duas, e o que é melhor, uma cama para cada uma.
    Que felicidade! Enfim eu tinha uma cama só para mim! Tudo bem que, analisando hoje, a cama era horrorosa, barata, com um verniz avermelhado terrível, comprada em feira livre, mas era de madeira e então, na minha concepção, era uma CAMA DE VERDADE. Era tudo de bom para mim.
    Ao levar minhas amiguinhas para casa, eu sempre abria a porta do quarto e apresentava, toda orgulhosa: “Aquela é a minha cama”. Acho que elas nunca entenderam aquela apresentação tão entusiasmada. Aquela cama de verdade representava o meu espaço, minha privacidade máxima, meu dormir bem (ufa, até que enfim!), meu território e meu sonho realizado.
    Aconchego, calor e proteção. Até hoje guardo esse sentimento por móveis de madeira. Móveis de verdade como minha primeira cama.

  33. É mais uma tarde daquelas. Dia triste. O sol nem chegou a despertar para não ver tanta desídia. Chove muito. Estou só. Olho em minha volta, o tempo regride em marcha lenta. Observo tudo. Em alguns instantes te vejo no quarto me chamando para deitar. Fujo. Ligo a TV. Você está ali, sentado no sofá lendo aquele jornal de costume. Pede até que eu prepare um café. Fujo. Resolvo tomar uma ducha. Te encontro lá pedindo a toalha, como sempre esquecera de levar. Saio de Casa. Em poucas passadas chego até você. Então você fica diante de mim, sorrindo com aquele sorriso desimpedido, relembrando todos os momentos maravilhosos que passamos juntos. Mergulho nesses pensamentos… Fujo. Volto para casa. Te procuro. Você não está mais ali. Sinto saudade. Não posso mais te ver. Sinto muito de você em mim. Um pouco de você ainda está em todas as coisas que vejo, em todas as pessoas que conheço. Teu cheiro paira no ar tentando ser desapercebido na figura de um homem qualquer, mesmo assim o reconheço. Momentos difíceis… O tempo volta a normalidade. Teu olhar e todo o resto agora só em fotografias Amassadas. Me enganei redondamente. Lembro o PORQUE que pôs tudo ao fim. Rasgo as fotografias. Não quero mais você na minha vida. Rasgo nossas cartas. Apago mensagens. Deleto seus números da minha agenda. E assim você some. Pelo menos por hoje.

  34. Celina Lopes de Castilho Medeiros em

    Sinto saudades de todas as infâncias da minha filhota! Principalmente da primeira infância; do cheirinho de maçã-verde que exalava de todas as suas roupinhas; saudades de todas as vezes em que ela acordava durante a noite e, ao aprender a descer do berço, corria para o nosso quarto e subia na cama, se aninhando como dava no meio de nós, por vezes até adormecia sobre mim. Aliada à essa saudade as maravilhosas recordações. Principalmente da mobília comprada quando ela completou 3 aninhos: uma cama, um criado-mudo e um armário com escrivaninha, já pensada para os seus estudos, cuja matrícula já havia sido feita no jardim 1. Segunda ela mesma, mobília para uma “mocinha” que não iria mais dormir na cama dos pais …rsrs.
    Pois bem, o quarto redecorado não surtiu o efeito que esperávamos… Ela continou a ir para a nossa cama sem nunca ter ouvido um “não” ou sido repreendida por nós. Ao completar 6 aninhos ela, por sí só, nos disse que, daquele dia em diante não iria mais dormir em nossa cama. Realmente ela cumpriu o que nos prometeu. Desde aquela data já se passaram 21 anos. Hoje, ela é uma mulher segura de sí, pós-graduada internacionalmente, independente, e também uma cidadã do mundo que não precisa mais dormir na nossa cama. Ah…quantas saudades!…

  35. Tenho saudades de TanTa coisa e de Tantas Pessoas! Do colcci meu cachorro colci do meu avo das Amiga da infancia

  36. Carla Alvarez Argolo em

    Não lembro exatamente quantos anos eu tinha. Menos de 7, isso é certeza, pelo lugar onde morava na época. Essa lembrança é de madeira, sim, tem cheiro até. Mas ela traz mesmo é a saudade do homem mais importante da minha infância: seo Rogélio, meu avô. Foi ele quem me deu a casa de boneca, com móveis e tudo, super simples, mas enorme, toda aberta, com três andares, em formato de chalé. Foi um Natal, eu acho, e acordei com ela ao meu lado. Usei pra brincar de boneca com as meninas do prédio, mas principalmente de Playmobil com meu irmão. Da casinha, como chamávamos, não lembro qual foi o destino. Do meu avô, que já morreu… dele sim, lembro de tudo. Das melhores piadas de papagaio já ouvidas, das mais longas partidas de tranca já jogadas, das comidas mais gostosas (e das que não consigo gostar até hoje), da primeira vez que ele me deixou ir à escola sozinha (ai, se minha mãe soubesse…). Dos sons engraçados que ele fazia com a boca, dos aprendizados de caráter (“olha no olho”, ele dizia. Era firme, o espanhol. Olé, vô.

  37. Lembro-me de uma daquelas cadeiras de ferro que eram todas entrelaçadas com fios plásticos coloridos, que na época vendiam em feira… Eu, pequena, com uns 2 anos e alguns meses no máximo, tinha um xodó todo especial por ela, pois quem havia me dado era meu avô que sempre ia tomar seu cafezinho no bar da esquina após o almoço e me levava para escolher balas sentada no balcão num daqueles baleiros giratórios. Balas que até hoje não tem o mesmo gosto. Meu avô partiu, mas num curto espaço de tempo foi a pessoa mais especial e memorável para mim. Queria ao menos aquela cadeira, que parecia ter sido moldada para mim, para guardar, digamos, numa memória viva.

  38. As saudades das coisas vivem eternamente com as saudades dos momentos, dos cheiros, dos sons, das pessoas, da vida em volta… E aquele objeto acaba por representar toda uma idéia de felicidade, de momentos bons e quase perfeitos, de pedaços da vida… Tenho saudades de todos os móveis da primeira casa de que me lembro, um apartamento em que morei aos dois anos de idade, por alguns meses, enquanto nossa linda casa não ficava pronta. No fundo da cristaleira tinha um espelho e, além dos copos e das pocelanas, eu via minhas amiguinhas do espelho, com quem conversava por horas, sentadinha no chão da sala. Lembro-me delas, das amigas do espelho, dentro do móvel e minha mãe sempre confirmou isso. Estranhava um pouco e perguntava com que eu estava falando, ao que eu respondia sempre: “Com minhas amigas, claro ! ” .Saudades delas, do cheiro de sabonete de minha mãe, dos aromas da pequena cozinha, da voz da vizinha que cantava de tarde, de minha irmãzinha no berço… Saudades!

  39. Gente esse dia da saudade é o melhor que já tive, isso porque meu sobrinho de 1 aninho e 3 meses acabou de chegar e estou matando a saudade.

  40. Meu pai foi marceneiro.
    Meu irmão é marceneiro.
    Eu cresci com aquele cheirinho de madeira sendo cortada, serrada…entre a serragem e os toquinhos de madeiras…Sempre quis construir um móvel demadeira pequenino para mim.
    Vendo este meu desejo, meu pai construiu uma série de cadeirinhas de madeira para mim.
    Mas o móvel que mais me traz saudades é a grande mesa da sala que possuía a habilidade de ser duplicada. Era uma grande mesa antiga de banquete. Imagine: nós a duplicávamos para jogar pingue-pongue!!!! Sim!Exatamente! Pai, mãe e irmãos numa frenética competição na nossa sala de jantar!
    Sinto muitas saudades da nossa mesa de jantar!

  41. Quando nasci ganhei de meu padrinho um lindo berço de jacarandá que ficava no quarto de meus pais. Parecia um berço de princesa. Tinha uma cabeceira em ponta como se fosse um castelo e os pés também, porém menor.Porém, no ano seguinte meu irmãozinho nasceu e minha mãe deu meu berço para ele…Que decepção a minha! Todos os dias eu ia ao berço e ficava parada olhando. Até que…aconteceu uma tragédia, dizem que por ciúmes, eu quebrei o dedinho mínimo da mãozinha do meu irmãozinho. Não me lembro de nada pois eu tinha 1 ano e alguns meses. Mas ouvia contar esta história sempre quando eu era pequena. A descrição do berço eu sabia porque vi os retratos do mesmo. Ganhei para me consolar uma caminha azul e fiquei no quarto de minhas irmãs. Passou e fiquei contente continuando a fantasiar minha vidinha de criança!

  42. Uma namoradeira azul é o movel do qual sinto saudades era da minha avó passou pra minha mãe e hoje não sei seu paradeiro mas me lembro de sentar nela e comer bolo de arroz com leite que saudades!!!!

  43. Germânia D.P. Barbosa de Deus em

    Desde que me casei convivo com a saudade dos meus pais, pois moro muito longe deles. Meu avô paterno era marceneiro, e graças a esse ofício, meu amado pai desenvolveu na oficina de meu avô alguns móveis. Móveis que eu desfrutei por toda a minha vida, mas tem um que é mais do que especial… é uma cadeira, que “vira” uma escada, fantástico! Sempre desejei essa cadeira, mas por morar longe, era inviável levar pra minha casa. Mas minha mae me fez uma adorável surpresa e a enviou pra mim! Hoje quando olho para essa cadeira, ela me traz a deliciosa sensação que meus amados pais estão ali junto a mim!

  44. Lucilia Pignolato em

    Quando criança e sendo a neta mais velha, ficava muito em casa de meus avós.
    Uma delícia, um enorme quital, uma horta maravilhosa para poder comer tomates colhidos escondidos do meu avô. Avós maravilhosos, carinhosos e cuidadosos. O quarto deles era todo mobiliado com móveis antigos. Um deles que mais me encantava era um toilete, tipo uma cômoda com espelho acoplado, quatro gavetões, duas gavetas menores e uma infinidade de nichos abaixo do espelho e um tampo em mármore. Estas gavetas me instigavam a imaginação, pois dentro delas continham pequenos objetos desconhecidos por mim. Eu passava horas desvendando este “toilete” para descobrir o nome daqueles objetos guardados por meus avós. Um desses objetos que me aguça a curiosidade até hoje é de um canudo de madeira, muito bem trabalhado, que não sei mais o nome e que servia para fazer cachinhos no cabelo. Óculos, havia uma enorme quantidade. . Tenho guardado na memória até hoje o lugar onde ele ficava e o seu desenho. Ai, quanta saudade de meus avós lindos e fofos!

  45. Eu tinha seis anos de idade quando em um natal meu pai construiu quatro banquinhos de madeira, um para cada irmão, e os pintou de branco, dois maiores para mim e minha irmã mais velha e dois menores para as duas mais novas. Como os banquinhos eram quadrados e fechados feito uma caixinha nós na verdade os emborcávamos e usávamos como carrinhos, um puxava e o outro ia sentadinho dentro. Não lembro de ter gostado tanto de um presente de natal como esse, e eles duraram bastante tempo. Hoje moro longe de minha família, os banquinhos se desfizeram e os irmãos se separaram. Mas a lembrança continua viva. E a saudade também.

  46. Engraçado que quando somos crianças não sabemos direito o valor das coisas, ou na verdade, damos um valor muito especial para elas. Eu morava em uma casa e dividia o quarto com a minha irmã: um beliche, um armário e uma comoda. Ela sempre ficava com as gavetas de cima, e a propósito, com a cama de cima também… Após muitos anos, meus pais decidiram que precisávamos ir para um apartamento, precisávamos de móveis novos. Até ai tudo ok. Planejamos as camas, uma bancadinha e um armário bem grande, com uma parte minha e outra para minha irmã. Pintamos o quarto novo, e começamos a viver lá. Conforme o tempo passava eu pedi independencia. “Mãe! Quero um quarto só pra mim!” Lá fui eu me mudando para o antigo escritório, com minha cama e uma bancada e um sofazinho. E se arrependimento matasse!? O sofá, virou armário por muito tempo, sempre amontoado e sem lugar pra sentar. Lá estava eu pensando em como queria meu armário antigo e minha cômoda, ambos decorados com os melhores adesivos de chips, bolacha recheada e caderno que existiam, na concepção de uma criança, claro. Ainda lembro como ele estava velhinho e acabadinho, mas sempre me bate uma saudade dele.

  47. Saudade… Eu criança; a luz de um candeeiro, meu pai sentado na cabeça de uma velha e grande mesa madeira rústica, logo depois da ceia (era assim que meu pai chamava o jantar), contava histórias e mais histórias até o sono chegar. Enquanto isso ele jogava um pequeno dominó com meus irmãos mais velhos, sempre era ele quem ganhava as partidas. Minha vó, que morava conosco, ficava a nos olhar da cozinha, onde a arrumava e passava mais um café no velho fogão de lenha, o cheiro do café, da lenha queimando e do querosene do candeeiro, são coisas que não me sai da memória. Saudades bons tempos, tempos que se foram…

  48. Sinto saudades dos móveis que não tenho… Desde de que me casei, sempre quis ter toda minha casa decorada em móveis de madeira, mas infelizmente não pude.
    Tenho saudade, do quarto do meu bebê, que não pude fazer, nem de madeira e nem de outro jeito, ele usa um móvel emprestado.
    Tenho saudades do meu rack, cada vez que olho minha estante e vejo ela com as prateleiras curvadas, porque os móveis de hoje, não resistem a muito, mesmo que tenham sidos projetadas para aguentar uma TV, um Som, DVD…
    Tenho saudades da minha biblioteca, quando vejo os meus livros, em livreiros, que deveriam aguentar, afinal são livreiros, e não aguentaram…
    Em fim, tenho saudades dos móveis que minha Vó tinha na casa dela, todos de madeira, que eu namorava desde pequena, mas que quando eu montei a minha casa, ela já não os tinham mais, porque já não morava mais sozinha, móveis lindos, de uma riqueza de beleza e delicadeza, e sem contar a resistência.
    Saudades do que eu curti quando pequena, sonhei uma vida inteira em ter.

  49. Maria Lucia Kreutzfeld em

    Bom, não sou poetisa, nem sei me expressar como gostaria; mas lendo alguns comentários vi que o pessoal sabe colocar pra fora o que sente, fico até sem saber como vou começar. Mas começando, vamos lá: o que posso dizer é que me lembro até hoje e olha que ja fazem anos isso, estou com 62 agora, tinhamos uma casa muito grande, minha mãe sabia decorar muito bem. O que adorava na nossa casa, era a sala toda antiga, mas o móvel que mais chamava a atenção era uma linda cristaleira, cheia de taças de cristal, de todo tipo; era linda, muito linda, tinha um espelho no fundo que refletia todo aquele cristal. Lembro que eramos em 3 irmãs e um dia correndo pela sala, acabamos entrando dentro da cristaleira e lá foi vidro pra todo lado…..ah, naquela época não tinha essa de não bater….era fila e eu como mais velha ficava por ultimo….agora qdo me lembro acho graça. Mas essa cristaleira não me sai da cabeça, nunca mais vi uma assim….deixou saudades…

  50. Celia Fernandes Barros em

    Gostaria muito de sentir saudade de algum móvel, mas depois que em 2008 minha casa literalmente caiu quando iniciei a reforma e só acabei em dez. de 2011 (não é uma igreja não é uma casa de 2 dormitorios), agora que vou pensar em móveis, motivo que vivo bisbilhotando o meu movel de madeira, quem sabe até o final do ano vou conseguir ver algum movél exceto a cama, sofá e fogão em minha casa rss

  51. Nada melhor que uma cama né! Olhar, Sentir, deitar, rolar e dormir!
    Então , vamos lá!
    A cama era do meu pai, ainda por volta de sua juventude. Madeira, baixinha…hoje, ela se enquadra no que chamamos de retrÔ…na fase adulta, meu pai ainda a usava, até que se casou com minha mãe. E eis que a cama se torna minha propriedade, durante toda minha infância e juventude ela esteve comigo… em todos os momentos, e olhe que foram em TODOS! rsrsrs…estava ela lá, firme, simples e bonita. Até que me torno adulto, vou morar em outra cidade por conta de meus estudos e ela fica pra trás..haaa…é, tive que a deixar, mas com muita pena. Mas não pensem que ela foi parar no lixo, jamais…permanece firme e forte no quarto de hóspedes na casa dos meus pais. Quando os visito, ainda durmo nela, e relembro bons tempos! Sabe aqueles móveis que só o deixa, se você o deixar? Essa é a cama aqui descrita, mais de 25 anos, ela permanece intacta!
    Agradeço pela leitura da minha história, opss…da história do meu móvel de madeira!

  52. Leticia Bragatto Nave em

    Quando eu era criança, minha avó tinha uma mesinha de centro, retangular, pequena. Mas naquela época, eu e meu irmão brincavamos sempre perto dessa mesa. Nós dois passávamos por baixo dela, cabiamos os dois deitados lá em baixo, desenhavamos em cima dessa mesa. Depois, quando crescemos, chegavamos perto daquela mesinha e não acreditavamos que ela era tão pequena, como é que cabíamos lá em baixo? Foi um móvel que marcou minha infância e sinto muita falta.

  53. Em meados de 1990 meu avô deu um baú de madeira para minha mãe. Logo de início ele foi colocado na área de serviço para colocar produtos de limpeza. Um dia eu dei a ideia pra minha mãe pra reforma-lo e colocar meus brinquedos. Minha mãe sempre gostou muito de mexer com artesanato, então ela lixou, pintou e envernizou o baú. Ficou muito bom, bonito mesmo… Eu gostei muito. Da área de serviço o baú foi para o meu quarto. No ano de 1992 houve uma grande enchente na cidade onde moro e fomos atingidos, perdemos praticamente tudo. Semanas depois voltamos pra casa e quase não havia mais nada, a água havia levado tudo, inclusive o baú. Meses depois ainda haviam móveis pelas ruas, terrenos baldios. Um dia eu e meu pai estávamos indo até a casa da minha madrinha que ficava a algumas quadras da nossa e em um terreno baldio eu vi o meu baú. Ele estava todo maltratado, sujo e com uma das madeiras quebradas. Não pensei duas vezes e pedi pro meu pai levar ele de volta pra casa, afinal de contas não é sempre que se encontra alguma coisa que se perdeu em uma grande enchente por ai… Reformamos novamente o velho bau e ficou muito bom. Anos mais tarde nos mudamos, eu não precisaria mais guardar meu brinquedos e na casa nova não teria lugar para o baú. Dei ele para minha tia, que depois o vendeu. Atualmente estamos construindo uma casa nova e esses tempos estava lembrando do velho baú, e como ele seria muito útil para guardar minha coisas da faculdade, além do mais ficaria muito bom no meu quarto. Quem sabe ainda não encontro um velho baú em uma loja de móveis antigos…

  54. É incrível… sentir saudades de um móvel? Nunca pensei nisso… Nunca pensei até hoje quando, me utilizando dos recursos da internet buscava artigos que me ensinava a reciclar móveis antigos, me deparo com o tal concurso da saudade. Engraçado que não sinto a falta do objeto em si (por sorte e valoração que dou a cada peça de família, muitos deles estão comigo hoje), mas sinto A SAUDADE. Neste momento olho para o rádio-vitrola de 1,5 metro que não toca as mesmas músicas, o relógio de parede gigante que não bate as badaladas de hora em hora mais. Olho a máquina de costura Vigorelli da minha vó e não a vejo mais curvada sobre ela. O armário de casal dos meus pais, com puxadores acrílicos que lembro de ter ido ainda muito pequena à loja com a minha mãe comprar… Não, minha casa não é um museu, mas os móveis estão todos aqui: reciclados, repintados, coloridos, encapados com papel adesivo, envernizados, enfim, transformados. TODOS, enquanto objetos, estão AQUI… MAS FALTAM AS PESSOAS, o tempo, o cheiro e o som que cada um deles transmitia: o tocar de uma música, o soar de uma badalada misturada ao latido do velho cachorro, o pisar no acelerador da máquina de costura misturado com o cheiro do molho fervendo na cozinha, o ranger das portas do armário junto com o cheiro dos lençóis fresquinhos, acabados de lavar… Os objetos estão aqui, mas a saudade não traz os sons e os cheiros de volta. Compartilho com vocês, caras leitoras, um trecho muito bom de Gaston Bachelard em A poética do Espaço, que transmite tudo o que estou sentindo agora sobre a saudade daqueles móveis… “Não apenas as nossas lembranças, mas também os nossos esquecimentos estão aí alojados. Nossa alma é uma morada. E quando nos lembramos das”casas”, dos “aposentos”, [dos móveis], aprendemos a “morar” em nós mesmos. Vemos logo que as imagens da casa seguem nos dois sentidos: estão em nós assim como nós estamos nelas”.

  55. Eu me lembro de um banco antigo de igreja que tinhamos em casa. Foi dado por uma tia e esta conosco ate hoje.

    Ele era todo desenhado e torneado parecendo as camas das princesas….
    Tambem fazia minha imaginacao viajar quando eu me enfiava debaixo dele para brincar de Pirata e navios fantasmas….
    Servia de banco tambem quando minhas bonecas casavam….
    Eu tinha o tamanho certinho do comprimento do assento, e a cada ano aquele banco encolhia..ou eu crescia.

    Quando eu afastava da parede, ele era a janela do paraiso.

    Sem meus pais verem (era proibido brincar nesse movel….) eu criava sonhos e vivia no imaginario que somente uma crianca consegue inventar.

    Tenho saudades da infancia, tenho saudades deste banco….

  56. Saudade mesmo sinto daquela cozinha amarela. Amarelo ovo.
    Meus pais a ganharam de presente de casamento e durou até outro dia, somando quase 30 anos.
    E era armário amarelo, mesa amarela, cadeira amarela, geladeira amarela.
    Só foi trocado porque não dava mais pra usar mesmo. Apodreceu, estragou. Minha mãe também gostava daquilo que, na época, era moda e que, agora, tornou-se vintage.
    Quando visito meus pais, os tons sóbrios da cozinha de hoje me deixam com mais saudades daquele amarelo ovo.
    Mas é uma sensação boa, de um momento bom.

  57. Cléia Batista Dambroski em

    EU tenho lindas lembranças de um caixão de lenha, quando era pequena sempre esse caixão de lenha azul esteve presente, moro em curitiba e em casa tinha um fogão a lenha, vamos ser sinceros a comida fica muito mais saborosa, lembro do meu pai cortando madeira para encher o caixão de lenha e eu magricela carregando os tocos de madeira para dentro de casa para sempre ter como acender o fogo, e tambem me lembro quando fiz uma grande besteira , me pendurei com uma mão na mesa e outra na cadeira e me balancei, e cai bem na quina do caixão de lenha , me machuquei feio, quebrei dentes e um belo corte no rosto, mas mesmo assim minhas lembranças são doces em relação a esta peça linda, ele era todo estiloso , com o encosto entalhado, adorava aquela peça, infelizmente ele não resistiu a tantos anos e se desmontou e minha mãe depois o jogou fora, tenho em casa um fogão a lenha e juro vou desenhar um caixão de lenha igual e pedir para fazerem com material reciclável, pois isto me trara recordações de minha família e meu móvel amados já não existem mais.

  58. Marloni Moresca Gimenez em

    Puxa como o tempo pasa rápido e nem percebemos…tenho muita saudade do bolo de fubá que minha mãe fazia quando chegava la a tarde e a gente resolvia tomar um cafezinho..ela ia pra cozinha, me sentava enquanto a gente ficava converssando ela ia fazendo tudo tão rapidinho e sem receita sem batedeira e logo tava colocando pra asar e o cafe ja ficando pronto tudo jundo.Ninguém sabe o sabor que aquele carinho e as conversas tinha..saudade de sentir seu cheiro…

  59. Meu pai sofre de distúrbio bipolar e a sua doença está cada vez mais forte. Digo pra mim mesma que o meu pai, que eu conheci quando era criança, já se foi… Faço isso talvez como uma forma de não sofrer tanto vendo-o sendo consumido por essa doença. Pois é, meu pai já se foi pra mim, e eu não pude dizer adeus… O que ficou foram lembranças, muitas lembranças e uma imensa saudade de um pai que não podia me ver que já abria um sorrisão; de um pai que me pegava para dançar sempre que eu passava por ele na cozinha; de um pai que me colocava pra dormir, mas antes tinha que inventar uma estória. Sim, ele não lia as estórias, ele as inventava e eu achava aquilo o máximo. Ah, como sinto saudade de quando ele me pegava no colo e nos sentavámos em sua cadeira do papai. Aquela cadeira escura que ficava no canto da sala de frente a TV. Incrível como certas coisas nos remetem à boas, bonitas e agradáveis sensações… Sempre que vejo uma cadeira do papai me lembro de como meu pai era, do seu sorriso, da sua alegria, do brilho no seu olhar, da sua generosidade, enfim, me lembro de como era ter um pai que me amava. Sei que ele ainda me ama, mas não consegue mais demonstrar o seu amor por conta da doença, restando-me apenas a saudade do seu abraço…

  60. Quem não amava dormir com a mãe quando criança? é a coisa que mais sinto falta, é pegar comidinhas na geladeira, assistir a um bom filme e deitar em um colchão no chão ao lado da cama de sua mãe dentro do escurinho aconchegante de seu quarto, lembro de sua antiga cama, de madeira clara, talvez seria de pinus, mas não me recordo com tanta clareza, era um tanto alta e robusta pro meu tamanho na época, toda vez de manhã ao acordar minha mãe empurrava meu colchão pra debaixo da sua cama, ao mesmo tempo me protegendo e evitado que eu acordasse tão cedo numa manhã de domingo, ao acordar a sensação que sentia era justamente a que minha mãe pensava em me proporcionar, meu filho vai acordar e ainda vai estar escurinho e silêncio de baixo da minha cama enorme, fazendo me sentir acolhido e confortável naquele ambiente materno, era como se tivesse debaixo de suas ”asas” aquecido e protegido, bons tempos, tempo que não pode mais voltar, tempo que as vezes machuca de tanta saudade, momentos eternos que permaneceram em minha memória até meus últimos dias. Minha cama será grande e alta para que um dia eu possa continuar o mesmo ritual que minha mãe tanto fez com tanto amor, MÃE TE AMO!

  61. Larissa Fernanda Rodrigues em

    Eu tenho muita saudade do meu primeiro guarda-roupas… aquele sonho de adolescecente de ter um armário só dela, e com espelhos enorme nas portas…. Sai de casa pra estudar em outra cidade, e minha mãe emprestou esse armário pra minha irmã mais velha… Or armário estava lindo, super conservado… mas infelizmente no ano passado, mais preciasamente em janeiro, uma enchente tomou conta da parte central da nossa querida Lençóis Paulista, e a casa da minha irmã foi uma das atingidas… Acabava ali, o meu armário lindo e com espelhos gigantes….

  62. Gente, em 2002 eu e meu marido estávamos sem emprego, quando recebemos uma proposta de emprego para outra cidade, não pensamos 2 vezes pegamos a nossa filhota e algumas coisas e partimos para um reinicio. A casa ficou fechada com os moveis. Algum tempo depois mudamos para outra cidade, deixando uma procuração para um pessoa que cuidaria da venda do imóvel. Para nossa surpresa ela se desfez de todos os móveis que estavam na
    casa. Pois bem, sinto saudades de tudo, pois não foi por livre vontade que me desfiz deles, acreditem até hoje ainda não conseguimos colocar a nossa casa do jeito que gostariamos. Saudades…

  63. Josiane Corrêa Barcella em

    Na casa que passei minha infância e parte da adolescência tinha apenas três quartos. Um de casal e os outros dois para os filhos. Neste caso, eu dividia um com minha irmã mais velha. Somos em quatro irmãs. Um móvel que deixa muita saudade é um beliche. Inicialmente, por causa do lúdico que é deitar na parte mais alta ou dormir na cama de baixo, que na minha fantasia parecia uma casinha ou barraquinha. Tinha uma escada que levava para a parte de cima: imponente! A parte de baixo: obediente! Muitos pensamentos juvenis circundaram minha cabeça no beliche de madeira escura e torneada.

  64. Marina de Souza Melado em

    Quando meus pais se separaram minha mãe levou os móveis todos para a casa nova, meu pai então comprou dois sofás-cama, um para mim e outro para a minha irmã para quando fossemos dormir na casa dele, eu achava o máximo por serem “camas de solteiro” e eu os achava muito charmosos, pois não eram como a maior parte de sofás-cama que não atendem bem as duas funções. Foi um móvel que marcou minha transição, da infância para a adolescência, que estava ali no recomeço, um dos primeiro móveis adquiridos para re-mobiliar a velha casa. Eu ainda hoje gostaria de ter um como aquele, mas com o sentido de reaproximar minha família, para quando viessem me visitar terem aonde dormir sem precisar de hospedagem em hotel, mas nunca mais vi um como aquele!

  65. Tenho saudade do baú da minha mãe. Ele era de pelinho branco com uns detalhes pretos. Aquele móvel guardava memórias… A princípio minha mãe guardava roupas antigas e sempre tinha uma história para contar. Depois, ele serviu para guardar brinquedos esquecidos… Era super legal abri-lo depois de um tempo e lembrar de uma época da minha infência.

  66. Fabíola Casarin em

    Saudade…nossa quanta saudade eu tenho de pessoas queridas, do cheiro da roupa de cama da casa da minha vó, do barulho do relógio de pêndulo na parede, da rapadurinha de doce de leite, da cadeira de balanço que parecia enorme aos meus olhos de criança…mas, tenho uma enorme lembrança e saudade da minha mesinha de madeira branca com tampo laranja com duas cadeirinhas que ganhei no aniversário de 1 ou 2 anos (sim ela está lá no meu álbum de fotografias!). Foi ali que me apoiava para dar os primeiros passos, sentei na cadeirinha para iniciar os rabiscos que se transformaram em desenhos e logo depois em letras. Foi nela que aprendi a copiar as letras dos livros e depois me ensaiar na escrita. Mas a mesinha foi mesa de secretária, balcão de loja, cozinha, restaurante e também mesinha para os meus bebês…foi tudo aquilo que a minha imaginação de criança permitiu. O tempo foi passando e o tampo laranja descascando, foi então, reformada e ficou toda branquinha! Na minha adolescência a mesinha foi doada para uma criança que não tinha mesinha para brincar…espero que essa criança tenha feito tantas brincadeiras e tenha tantas lembranças boas como eu!

  67. ROSMARY FRANCISCHELLI em

    Hoje não deixo nenhum móvel ou objeto “ficar na saudade” . Logo que vejo algo que posso restaurar, proteger contra o tempo ou apenas valorizar o que talvez tenha sido perdido, logo ponho a mão na massa. Adoro encontrar com essas peças na rua, no lixo, numa caçamba. É como se alguem tivesse desprezado parte de sua história. Hoje sinto muita falta de objetos que “desprezei” por falta de lugar onde colocar, por não gostar mais, achar feio. Mas me arrependo e procuro compensar essa falta de sensibilidade (momentanea) transformando e aceitando as coisas simples que tenho valorizando as coisas que “vivem” ao meu redor.

  68. Sinto uma saudade sem medidas, nem moderação, do sofá “Casa de Abelha” da sala da minha infância… Onde tantas vezes tirei um cochilo gostoso; onde assistia “Domingo no Parque” com meus pais; onde media minha altura (rs… pela distância entre um braço e outro…) e onde, com dificuldade e cheia de peraltice, me escondia das minhas irmãs na hora da brincadeira. Saudade do cheiro do couro – legítimo – do encosto, da maciez dos assentos de veludo, dos pés torneados e do conforto. Mas sinto saudade, principalmente, do aconchego, pois o sofá era o coração da casa, onde minha família se reunia para aproveitar deliciosos momentos de lazer e diversão! Ê saudade, que bate no meu coração…

  69. O móvel que mais sinto falta é uma pequena banquetinha… Me lembro de sentar nela, ainda bem criança, os pés mal tocavam o chão. Observar suas pernas de madeira torneadas e seu assento marrom. Nas minhas brincadeiras de infância ela foi cadeira de cabeleireiro, de secretária, foi barco (virada de cabeça pra baixo!)… Ela passeou por muitos cômodos da casa dos meu pais. Ficou diante da penteadeira, onde passava maquiagem, prendia o cabelo. Na adolescência, ela ficou no meu quarto, como apoio e para as amigas que chegavam para as conversas intermináveis… Confesso que ela nunca foi bonita, nem com um design clássico ou inovador. Mas não é verdade que “quem ama o feio, bonito lhe parece”? E acreditem, ela ainda está na casa dos meus pais no interior! Ás vezes me pego olhando pra ela e bate uma saudade gostosa de todas essas fases da minha vida, onde esta pequena banquetinha participou, como um verdadeiro membro da família!…

  70. Saudade quanta saudade de tempos idos quando tinha mais ou menos doze anos e fui ter o meu primeiro quarto sozinha, pois dividia o meu com minha irmã e ela havia casado.Daí eu queria tudo novo, mas o $ faltava e meu pai queria saber o que eu queria no quarto novo, e eu disparei um quarto todinho azul claro, naquele tempo, meninas não tinham muitas coisas azuis, que era cor exclusiva de meninos. e eu tanto insisti, que meu pai se rendeu e,pintou o quarto de azul e eu insistia que queria os moveis azuis, (quarto de meninas eram brancos ou madeira clarinha) e tanto fiz que a velha bicama marqueza e o velho móvel de madeira de porta de correr viraram azuis e eu realizada, queria ficar ali dia e noite naquele quarto todo azul! Bons tempos lembranças melhores ainda!

  71. Tenho saudades das noites em que eu sentava no encosto de um sofá antigo para conseguir alcançar a vista da janela que ficava acima dele. Foi sentada no encosto desse sofá, debruçada na janela do décimo segundo andar, sob a luz da cidade clareando as noites que eu refletia e comemorava a cada dia os momentos bons e também os difíceis.

    O sofá era a escada, a janela os sonhos. O sofá era suporte, a janela consolo. Risos, lágrimas, vitórias, derrotas, paixões, amores, saudades, infância, adolescência… e lá estava o sempre bom e velho sofá. A janela, ah a janela. Sozinhos eram apenas um sofá e uma janela. Juntos, um verdadeiro divã. A representação do mundo em uma visão que ganhava a cada dia mais prédios, luzes, cores, experiências, sorrisos, lágrimas, esperanças e amor.

    Chegou o tempo em que minhas pernas já alcançavam a janela. Mas o velho e bom sofá estava sempre lá pronto para me apoiar. E a janela, ah a janela. Quando fecho os olhos e me lembro daquelas noites, bate aquela saudade gostosa de um tempo que não pode mais voltar.

  72. Viviane de Santana Vasconcelos em

    Uma mesa de centro que meu pai criou quando ele se casou com minha mãe… eu e minha irmã brincávamos muito nela por ela ter uma altura baixa e a gente acreditava que era nossa ”mesa de jantar” hahaha

    É isso: uma peça que fez parte da minha história…da união dos meus pais até os dias da minha infância… mostrando que o design tem vários contextos!

  73. Pingback: Dia da Saudade – Enquete | Minha casa, minha cara

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